Concerto para Trompa e Orquestra

Em 1998 a Chicago Symphony Orchestra encomendou a Williams, através de uma comissão da Edward F. Schmidt Family Commissioning Fund, um Concerto para Trompa e Orquestra para o seu trompista principal Dale Clevenger. Williams iniciou a composição da peça por volta de 2001 e deu-a por completa na primavera de 2003. Williams dirigiu a estreia mundial do Concerto para Trompa e Orquestra, com Clevenger como solista e com a Chicago Symphony Orchestra em 29 de Novembro de 2003, tendo repetido o programa a 2 de Dezembro.
O concerto é em cinco movimentos, com uma duração aproximada de vinte e quatro minutos. Para as notas do concerto, Williams escreveu uma breve descrição:

"Quando tentei analisar o meu amor de uma vida pela trompa, tive que concluir que este se deve à capacidade da trompa avivar memórias da antiguidade. O som da trompa evoca imagens armazenadas na nossa memória colectiva. É um instrumento que nos convida a "sonhar com um tempo antigo".
"A maior parte das culturas tiveram algum tipo de trompa nas suas culturas. Nós recordamo-nos da trompa de carneiro, a Shofar, a chamar-nos para a batalha ou para as orações... ou a concha, "o instrumento de concha das fábulas dos Titãs", ou pode-se imaginar as enormes trompas dos Vikings, que devem ter aterrorizados os capacetes da Europa do norte, enquanto os grandes navios entravam nos estuários para iniciar o seu ataque. A trompa aviva memórias de coisas que nos amedrontam, poderosas, ou nobres e belas!
"No primeiro movimento ou secção do meu concerto, eu começo com o distante repicar do Angelus Bell (sino Angelus, n.t.), enquanto a trompa se junta, enviando chamamentos e sinais para completar a imagem.
"Isto é seguido pela Batalha das Árvores, sugerida pelo famoso poema celta com o mesmo nome, que descreve bosques a transformarem-se em guerreiros, levados para a batalha pelo bravo carvalho. A trompa entra na luta, enquanto a secção de percussão cria os sons de troncos, ramos e galhos todos colidindo na contenda.
"A Nostalgia foi descrita como uma "memória lavada" mas a nossa trompa moderna e oboé, possuem o poder de a realmente produzir. Eles juntam-se para "sonhar para trás" com um antigo vale no terceiro movimento, Pastorale.
"Em The Hunt, a trompa toca o seu papel tradicional, fazendo o sangue correr, estimulando o espirito e animando a caçada.
"Finalmente em Nocturne, o fim do dia oferece repouso e é oferecida uma simples canção.
"Com o título de cada movimento eu tentei incluir uma citação poética, nenhuma das quais é mediaval, mas simplesmente escolhida de autores de que gosto, e na música eu não tentei deliberadamente aderir ou evitar as modalidades e gramática do mediavalismo. Em vez disso eu escrevi livremente com um sentimento de privilégio e alegria por trabalhar com o lendário trompista Dale Clevenger, que durante tantos anos tem sido uma inspiração para os amantes e estudantes, incluindo-me a mim, da trompa."
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Os cinco movimentos acima descritos por Williams, receberam as seguintes citações poéticas, escolhidas pelo compositor:

  1. ANGELUS
    "Far far away, like bells
    At evening pealing"
  2. THE BATTLE OF THE TREES
    "Swift Oak ... Stout Guardian of the Door"
  3. PASTORALE
    "There Came a Day at Summer's Full"
  4. THE HUNT
    "The Hart Loves the Highwood"
  5. NOCTURNE
    "The Crimson Day Withdraws"

A orquestra usada consiste em três flautas e flautim, três oboés e corne inglês, três clarinetes e clarinete baixo, três fagotes e contrafagote, quatro trompas, três trompetes, três trombones e tuba, tímpano, percussão, harpa, piano, celesta e cordas.

Numa conversa pré concerto, Williams e Clevenger expressaram o seu interesse em gravar o concerto. Williams referiu mesmo que a gravação poderia ser feita em Chicago, ou com a London Symphony, em Londres.


1) Williams, John; Notas para o concerto de 29 de Novembro de 2003: http://www.cso.org/pye_program_notes_2004_week9.taf

Recursos:
Huscher, Phillip; Notas para o concerto de 29 de Novembro de 2003: http://www.cso.org/pye_program_notes_2004_week9.taf
Huscher, Phillip; Entrrevista com John Williams: http://www.cso.org/jwilliamsinterview.taf